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Análise granulométrica em Marabá: peneiramento e ensaio com hidrômetro

Em Marabá, a caracterização dos solos aluvionares exige mais do que uma simples inspeção visual. Muitas vezes, a fração fina que passa na peneira #200 é a que realmente governa o comportamento do terreno. O ensaio de granulometria conjunta, unindo o peneiramento mecânico à sedimentação com hidrômetro, fornece a distribuição completa das partículas — desde os pedregulhos até as argilas coloidais. O laboratório executa o procedimento conforme a ABNT NBR 7181:2016, com controle de temperatura e uso de defloculante hexametafosfato de sódio. Empreiteiras que atuam nos distritos industriais de Marabá e nas obras da bacia do Tocantins dependem dessa curva para selecionar materiais de aterro compactado, prever a condutividade hidráulica e estimar o potencial de piping em barragens de pequeno porte. Sem uma curva granulométrica confiável, decisões sobre filtros, transições e drenos ficam no escuro.

A curva granulométrica completa revela se o solo de Marabá tende a reter água ou a drená-la rapidamente — dois cenários com implicações opostas para qualquer fundação.

Metodologia e escopo

A geologia do município de Marabá, na transição entre o Cráton Amazônico e a Faixa Araguaia, expõe coberturas lateríticas maduras e espessos pacotes de sedimentos fluviais. O que mais observamos na zona de confluência dos rios Itacaiúnas e Tocantins é a presença de areias médias a finas com lentes de silte argiloso, muitas vezes com plasticidade baixa a média. A fração argila, quando presente acima de 20%, altera radicalmente a trabalhabilidade do solo. Por isso, o ensaio granulométrico completo — peneiramento mais sedimentação — é indispensável para classificar corretamente o material no sistema SUCS ou na ABNT NBR 6502. Em solos com indícios de atividade coloidal, o resultado do hidrômetro ganha ainda mais peso, porque a diferença entre uma argila siltosa e um silte argiloso muda as premissas de recalque. Para obras de pavimentação, a distribuição granulométrica também entra nos critérios de aceitação da sub-base, e muitas vezes complementamos com o ensaio CBR viário para fechar o pacote de controle tecnológico.
Análise granulométrica em Marabá: peneiramento e ensaio com hidrômetro

Considerações locais

O erro mais comum em Marabá é aprovar aterros estruturais baseando-se apenas no peneiramento grosso, ignorando a fração que passa na #200. Quando o solo possui mais de 12% de finos plásticos e isso não é detectado, o aterro compactado pode perder resistência ao primeiro ciclo de saturação. Já acompanhamos casos de recalques diferenciais em galpões no núcleo urbano onde a análise granulométrica tinha sido feita de forma incompleta, sem o hidrômetro. Outro risco frequente aparece em barraginhas e bacias de contenção: a ausência da curva integral leva ao dimensionamento errado de filtros e drenos internos, abrindo caminho para erosão tubular regressiva. O ensaio granulométrico completo, executado com curva de calibração do densímetro e correção de temperatura, elimina essa zona cega e entrega dados que realmente representam o material in situ.

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Normas de referência

ABNT NBR 7181:2016 – Solo – Análise granulométrica, ABNT NBR 6457:2016 – Preparação de amostras para ensaios de compactação e caracterização, ABNT NBR 6502:1995 – Rochas e solos – Terminologia

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Determinação do limite de liquidez e plasticidade conforme ABNT NBR 6459 e 7180, essencial para classificar a fração fina do ensaio granulométrico.

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Ensaio de permeabilidade in situ

Medição da condutividade hidráulica em solos aluvionares de Marabá, complementando a informação textural com dados de fluxo real.

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Compactação Proctor e CBR

Ensaio de compactação (ABNT NBR 7182) e CBR (ABNT NBR 9895) para controle de aterros e subleitos, vinculado diretamente à granulometria do material.

Parâmetros típicos

ParâmetroValor típico
Ensaio baseABNT NBR 7181:2016 (análise conjunta)
Série de peneiras75 mm a 0,075 mm (#200)
Massa mínima para peneiramentoConforme tabela A.1 da NBR 6457
Sedimentação com hidrômetroLeituras a 0,5; 1; 2; 4; 8; 15; 30 min; 1; 2; 4; 8; 24 h
Dispersante químicoHexametafosfato de sódio (40,7 g/L)
Coeficientes de curvatura e uniformidadeCc e Cu calculados a partir de D10, D30 e D60
Classificação texturalSUCS (ASTM D2487) e ABNT NBR 6502
Temperatura de controleMonitorada a cada leitura do densímetro

Dúvidas comuns

Qual a diferença entre o peneiramento simples e a análise granulométrica conjunta com hidrômetro?

O peneiramento simples separa apenas as partículas retidas na peneira #200 (0,075 mm), ignorando toda a fração silte e argila. A análise conjunta, seguindo a ABNT NBR 7181, inclui a sedimentação com hidrômetro, que mede a distribuição das partículas menores que 0,075 mm. Em solos de Marabá com presença significativa de finos lateríticos, essa etapa é indispensável para classificar o solo corretamente.

Quanto custa um ensaio granulométrico completo em Marabá?

O valor de um ensaio granulométrico conjunto (peneiramento + sedimentação) em Marabá fica entre R$230 e R$510, variando conforme a quantidade de amostras, a urgência do resultado e a necessidade de relatórios complementares de classificação.

Em quais tipos de obra a análise granulométrica é obrigatória?

Ela é exigida em praticamente todas as obras de terraplenagem, barragens, pavimentação rodoviária e fundações. A norma ABNT NBR 6122/2019 para fundações e as especificações do DNIT para rodovias condicionam a aceitação dos materiais à distribuição granulométrica. Em Marabá, obras de contenção nas margens do Tocantins também dependem dessa caracterização.

Qual a quantidade mínima de solo necessária para o ensaio?

A massa de amostra depende do tamanho máximo das partículas, conforme a ABNT NBR 6457. Para solos com pedregulhos de até 19 mm, são necessários cerca de 3 kg. Para areias médias sem pedregulho, 500 g costumam bastar. O laboratório orienta a coleta no momento da contratação.

O resultado do hidrômetro é confiável para argilas muito finas?

Sim, desde que o ensaio respeite os tempos de leitura padronizados e a temperatura seja controlada. O densímetro calibrado detecta partículas de até 0,001 mm. Em argilas coloidais, o uso correto do defloculante e a dispersão mecânica são críticos para evitar floculação e garantir leituras representativas. Mais info.

Localização e área de serviço

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