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Estudo CBR para Projeto Viário em Marabá: Dimensionamento Preciso

A região de Marabá apresenta solos lateríticos argilo-arenosos típicos do sudeste paraense, com comportamento mecânico variável em função do grau de intemperismo da Formação Itapecuru. Quem trabalha com terraplenagem na confluência dos rios Tocantins e Itacaiúnas sabe que o Índice de Suporte Califórnia desses solos pode oscilar entre 8% e 22% em menos de 500 metros. O estudo CBR para projeto viário é a base para definir a espessura das camadas do pavimento e evitar recalques diferenciais nas avenidas em expansão da cidade. Empreiteiras que atuam nos distritos industriais de Marabá já incorporaram o ensaio CBR como etapa obrigatória antes de qualquer licitação de pavimentação. A norma DNER-ME 049/94 estabelece os procedimentos de compactação e imersão que aplicamos rotineiramente, e a interpretação dos resultados segue os métodos de dimensionamento do DNIT para vias de tráfego leve a pesado. Complementamos a investigação com sondagens SPT quando o subleito apresenta camadas compressíveis acima de 2 metros de profundidade.

Solos lateríticos de Marabá podem variar 15 pontos de CBR em menos de 1 km — a amostragem georreferenciada é o que separa um dimensionamento confiável de um pavimento subdimensionado.

Metodologia e escopo

A diferença de comportamento entre os solos da margem esquerda do Tocantins — onde estão bairros como Nova Marabá e Cidade Jardim — e os terrenos mais argilosos da Velha Marabá é significativa. Enquanto na zona de expansão urbana encontramos areias siltosas laterizadas com CBR frequentemente acima de 15% após compactação na energia Proctor Intermediário, na área mais antiga da cidade os siltes argilosos demandam correção granulométrica para atingir o ISC mínimo de projeto. Por isso o estudo CBR para projeto viário exige uma campanha de amostragem que considere a variabilidade espacial desses materiais. Em obras de pavimentação asfáltica na região, associamos o ensaio de ISC com a granulometria para verificar o atendimento às faixas especificadas nas tabelas do DNIT, e quando o projeto prevê base estabilizada granulometricamente, os limites de Atterberg tornam-se igualmente determinantes para a liberação da camada. O laboratório em Marabá opera com prensa de avanço controlado de 1,27 mm/min, garantindo a taxa de deformação prescrita pela DNER-ME 049.
Estudo CBR para Projeto Viário em Marabá: Dimensionamento Preciso

Considerações locais

O equipamento que usamos nas campanhas em Marabá é o compactador automático com soquete de 4,536 kg e altura de queda de 457 mm, mais os moldes cilíndricos de 152 mm de diâmetro com colarinho e disco espaçador. Durante o período chuvoso — que em Marabá vai de novembro a abril com precipitações acima de 300 mm mensais — a logística de coleta de amostras indeformadas em áreas de empréstimo se complica rapidamente. O risco operacional mais crítico é a perda de umidade da amostra entre o campo e o laboratório, o que invalida a curva de compactação e atrasa o cronograma da obra. Um pavimento dimensionado com ISC superestimado porque a amostra secou no transporte vai apresentar afundamentos nas trilhas de roda em menos de duas estações chuvosas. A norma exige acondicionamento em sacos plásticos selados e execução do ensaio em até 72 horas após a coleta. Em frentes de obra distantes do centro de Marabá, como as que atendem os projetos viários do polo minerador de Carajás, montamos um posto de compactação in situ para garantir a integridade das amostras.

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Normas de referência

DNER-ME 049/94 – Solos: Determinação do Índice de Suporte Califórnia, DNER-ME 162/94 – Solos: Ensaio de Compactação utilizando amostras não trabalhadas, DNIT 059/2004-ES – Pavimentação: Sub-base estabilizada granulometricamente, ABNT NBR 9895:2016 – Solo: Índice de Suporte Califórnia (ISC)

Outros serviços relacionados

01

Ensaio CBR com Compactação e Imersão

Execução completa conforme DNER-ME 049/94, com curva de compactação na energia especificada em projeto, medida de expansão por 96 horas e determinação do ISC nas penetrações de 2,54 mm e 5,08 mm. Relatório com gráficos pressão-penetração e tabela de resultados por ponto amostrado.

02

Caracterização Geotécnica do Subleito

Ensaios de granulometria, limites de Atterberg e compactação Proctor para classificação dos solos do subleito segundo a metodologia TRB (HRB) e definição da capacidade de suporte ao longo do traçado viário. Amostragem a cada 100-200 metros lineares conforme diretrizes do DNIT.

03

Dimensionamento de Pavimento pelo Método do DNIT

A partir dos valores de ISC de projeto obtidos na campanha, aplicamos o ábaco de dimensionamento do DNIT para definir as espessuras das camadas de revestimento, base, sub-base e reforço do subleito, considerando o número N de operações do eixo padrão de 8,2 toneladas.

Parâmetros típicos

ParâmetroValor típico
Energia de compactaçãoProctor Normal ou Intermediário (DNER-ME 162)
Teor de umidade ótimaDeterminado por curva de compactação (5 pontos)
Índice de Suporte Califórnia (ISC)% CBR na penetração de 2,54 mm e 5,08 mm
Expansão do soloMedida durante 96 horas de imersão (mm e %)
Massa específica aparente secag/cm³ após compactação na energia de projeto
Número de corpos de provaMínimo 3 por ponto de amostragem (repetibilidade)
Sobrecarga padrão4,5 kg (anéis concêntricos) simulando camada de pavimento

Dúvidas comuns

Qual o custo de um ensaio CBR em Marabá?

O valor do ensaio CBR completo, incluindo compactação Proctor e imersão, fica entre R$440 e R$800 por corpo de prova. O custo final da campanha depende do número de pontos de amostragem ao longo do traçado e da quantidade de corpos de prova por ponto. Para um projeto viário típico em Marabá, com amostragem a cada 150 metros, é comum que o investimento total em ensaios de ISC represente menos de 1% do custo da pavimentação.

Qual a diferença entre CBR e ISC?

CBR (California Bearing Ratio) e ISC (Índice de Suporte Califórnia) são duas siglas para o mesmo ensaio. ISC é a tradução adotada pela normativa brasileira DNER-ME 049/94. O procedimento mede a resistência à penetração de um pistão padronizado de 50 mm de diâmetro em um corpo de prova compactado na energia de projeto e submetido à imersão por 96 horas para simular as piores condições de saturação do subleito.

Em que fase do projeto viário o estudo CBR é realizado?

O estudo CBR é executado na fase de projeto executivo de terraplenagem e pavimentação. Em Marabá, recomendamos realizar a campanha logo após a definição do greide e antes da elaboração do orçamento da obra, porque os valores de ISC do subleito e das jazidas de empréstimo determinam diretamente as espessuras das camadas e, consequentemente, os volumes de material a serem movimentados e o custo total da pavimentação.

Quantos pontos de amostragem são necessários?

O DNIT recomenda um furo de sondagem com coleta de amostras para ensaio CBR a cada 100 ou 200 metros lineares de via, alternando os pontos entre o eixo e os bordos da plataforma. Em Marabá, onde a variabilidade lateral dos solos lateríticos é alta, sugerimos reduzir o espaçamento para 100 metros em trechos com mudança visível de coloração ou textura do solo. Cada ponto gera no mínimo três corpos de prova para garantir a repetibilidade do resultado.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Marabá e arredores.

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