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Ensaio de Permeabilidade in situ (Lefranc/Lugeon) em Marabá

A geologia de Marabá, na confluência dos rios Tocantins e Itacaiúnas, alterna entre solos aluvionares saturados e formações rochosas do Complexo Xingu. Essa dualidade exige ensaios de permeabilidade específicos para cada cenário: o Lefranc para horizontes de solo e saprolito, e o Lugeon para maciços fraturados. Em projetos de barragens de rejeito e túneis na região, a condutividade hidráulica medida no local evita surpresas durante escavações. A granulometria em laboratório complementa os dados de campo, mas o ensaio in situ captura a permeabilidade da massa intacta, incluindo fraturas e heterogeneidades. Nossa equipe executa estes procedimentos seguindo os critérios da ABNT NBR 16136, com equipamento calibrado para medições precisas no clima tropical de Marabá.

Uma única unidade Lugeon acima de 5 em rocha fraturada pode inviabilizar um aterro compactado sem tratamento de infiltração.

Metodologia e escopo

Quem trabalha na região sudeste do Pará sabe que o nível freático varia bruscamente entre o período seco e as cheias. Um ensaio de permeabilidade mal programado pode subestimar a vazão real, gerando subdimensionamento de rebaixamento de lençol. No ensaio Lefranc, utilizamos trechos de teste isolados por obturadores pneumáticos, aplicando carga constante ou variável conforme a permeabilidade esperada. Já o Lugeon, com intervalos de 3 a 5 metros, mapeia zonas de perda d'água em rocha — fundamental antes de qualquer projeto de injeções. Os resultados são expressos em unidades de Lugeon, e cada patamar de pressão segue a sequência preconizada por Houlsby para identificar o regime de fluxo. Em Marabá, o calor intenso acelera a evaporação nos reservatórios de ensaio; por isso, compensamos com medições de temperatura e correções de volume no cálculo da condutividade hidráulica.
Ensaio de Permeabilidade in situ (Lefranc/Lugeon) em Marabá

Considerações locais

O erro mais comum em Marabá é usar permeâmetros de laboratório para estimar a condutividade hidráulica de um maciço que será escavado abaixo do nível freático. A amostra indeformada não representa fraturas, descontinuidades ou a zona de alívio do terreno. Já acompanhamos obras de drenagem profunda onde o coeficiente real, medido via Lefranc, era 50 vezes maior que o valor de projeto — as bombas instaladas não davam vazão suficiente. Em formações do Complexo Xingu, o Lugeon revela que uma rocha aparentemente sã pode ter fraturas abertas preenchidas por argila, criando caminhos preferenciais. Ignorar estas medições in situ leva a recalques por erosão interna, ruptura de taludes de escavação e contaminação de aquíferos. A ABNT NBR 16136 descreve os procedimentos, mas a experiência local na interpretação dos resultados faz toda a diferença.

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Normas de referência

ABNT NBR 16136:2021 - Ensaios de permeabilidade in situ, ABNT NBR 6484:2020 - Sondagens de simples reconhecimento, ISRM Suggested Methods for Rock Characterization

Outros serviços relacionados

01

Ensaio Lefranc em solo

Medição da condutividade hidráulica em furos de sondagem, com trecho isolado de 50 a 100 cm. Aplicamos carga constante em solos de média a alta permeabilidade (areias aluvionares do Tocantins) e carga variável em siltes argilosos.

02

Ensaio Lugeon em rocha

Ensaio escalonado com cinco patamares de pressão em maciços rochosos fraturados. Cada patamar dura 10 minutos, registrando vazão e pressão estabilizada. Classificação do regime de fluxo segundo Houlsby (laminar, turbulento, dilatação ou lavagem).

Parâmetros típicos

ParâmetroValor típico
Ensaio em solo (Lefranc)Carga constante ou variável conforme NBR 16136
Ensaio em rocha (Lugeon)5 patamares de pressão (ciclo Houlsby)
Diâmetro do furo de sondagemHQ (96 mm) ou PQ (122 mm)
Intervalo de teste padrão Lugeon3 a 5 metros com obturador duplo
Coeficiente de permeabilidade (k)10^-5 a 10^-9 m/s (Lefranc)
Unidade de medida em rochaUnidade Lugeon (UL) ≈ 1,3×10^-7 m/s
Norma para interpretaçãoABNT NBR 16136 e recomendações ISRM

Dúvidas comuns

Qual a diferença entre o ensaio Lefranc e o Lugeon?

O Lefranc mede permeabilidade em solos e saprolitos, com um trecho de teste único e cargas hidráulicas baixas. O Lugeon é específico para rocha, usando múltiplos patamares de pressão (ciclo Houlsby) que permitem identificar o regime de fluxo e a deformabilidade das fraturas. A interpretação do Lugeon é mais complexa e exige registro contínuo de pressão e vazão.

Quanto custa um ensaio de permeabilidade Lefranc ou Lugeon em Marabá?

O custo de um ensaio de permeabilidade in situ varia entre R$1.700 e R$2.790 por trecho ensaiado, dependendo da profundidade, do diâmetro do furo e do número de patamares de pressão. A mobilização da equipe e dos obturadores em Marabá está incluída neste intervalo, considerando ensaios realizados durante uma campanha de sondagem já em andamento.

O ensaio de permeabilidade in situ é obrigatório para fundações de barragens?

Sim, a ABNT NBR 16136 estabelece os procedimentos para determinar a condutividade hidráulica em maciços de fundação de barragens. O ensaio Lugeon é o método mais utilizado internacionalmente para avaliar a necessidade de cortinas de injeção e a eficiência do tratamento de impermeabilização em rocha. Em Marabá, a proximidade de aquíferos aluvionares torna estes ensaios imprescindíveis para qualquer estrutura de retenção de água ou rejeitos. Mais info.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Marabá e arredores.

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