A geologia de Marabá, na confluência dos rios Tocantins e Itacaiúnas, alterna entre solos aluvionares saturados e formações rochosas do Complexo Xingu. Essa dualidade exige ensaios de permeabilidade específicos para cada cenário: o Lefranc para horizontes de solo e saprolito, e o Lugeon para maciços fraturados. Em projetos de barragens de rejeito e túneis na região, a condutividade hidráulica medida no local evita surpresas durante escavações. A granulometria em laboratório complementa os dados de campo, mas o ensaio in situ captura a permeabilidade da massa intacta, incluindo fraturas e heterogeneidades. Nossa equipe executa estes procedimentos seguindo os critérios da ABNT NBR 16136, com equipamento calibrado para medições precisas no clima tropical de Marabá.
Uma única unidade Lugeon acima de 5 em rocha fraturada pode inviabilizar um aterro compactado sem tratamento de infiltração.
Metodologia e escopo
Considerações locais
O erro mais comum em Marabá é usar permeâmetros de laboratório para estimar a condutividade hidráulica de um maciço que será escavado abaixo do nível freático. A amostra indeformada não representa fraturas, descontinuidades ou a zona de alívio do terreno. Já acompanhamos obras de drenagem profunda onde o coeficiente real, medido via Lefranc, era 50 vezes maior que o valor de projeto — as bombas instaladas não davam vazão suficiente. Em formações do Complexo Xingu, o Lugeon revela que uma rocha aparentemente sã pode ter fraturas abertas preenchidas por argila, criando caminhos preferenciais. Ignorar estas medições in situ leva a recalques por erosão interna, ruptura de taludes de escavação e contaminação de aquíferos. A ABNT NBR 16136 descreve os procedimentos, mas a experiência local na interpretação dos resultados faz toda a diferença.
Normas de referência
ABNT NBR 16136:2021 - Ensaios de permeabilidade in situ, ABNT NBR 6484:2020 - Sondagens de simples reconhecimento, ISRM Suggested Methods for Rock Characterization
Outros serviços relacionados
Ensaio Lefranc em solo
Medição da condutividade hidráulica em furos de sondagem, com trecho isolado de 50 a 100 cm. Aplicamos carga constante em solos de média a alta permeabilidade (areias aluvionares do Tocantins) e carga variável em siltes argilosos.
Ensaio Lugeon em rocha
Ensaio escalonado com cinco patamares de pressão em maciços rochosos fraturados. Cada patamar dura 10 minutos, registrando vazão e pressão estabilizada. Classificação do regime de fluxo segundo Houlsby (laminar, turbulento, dilatação ou lavagem).
Parâmetros típicos
Dúvidas comuns
Qual a diferença entre o ensaio Lefranc e o Lugeon?
O Lefranc mede permeabilidade em solos e saprolitos, com um trecho de teste único e cargas hidráulicas baixas. O Lugeon é específico para rocha, usando múltiplos patamares de pressão (ciclo Houlsby) que permitem identificar o regime de fluxo e a deformabilidade das fraturas. A interpretação do Lugeon é mais complexa e exige registro contínuo de pressão e vazão.
Quanto custa um ensaio de permeabilidade Lefranc ou Lugeon em Marabá?
O custo de um ensaio de permeabilidade in situ varia entre R$1.700 e R$2.790 por trecho ensaiado, dependendo da profundidade, do diâmetro do furo e do número de patamares de pressão. A mobilização da equipe e dos obturadores em Marabá está incluída neste intervalo, considerando ensaios realizados durante uma campanha de sondagem já em andamento.
O ensaio de permeabilidade in situ é obrigatório para fundações de barragens?
Sim, a ABNT NBR 16136 estabelece os procedimentos para determinar a condutividade hidráulica em maciços de fundação de barragens. O ensaio Lugeon é o método mais utilizado internacionalmente para avaliar a necessidade de cortinas de injeção e a eficiência do tratamento de impermeabilização em rocha. Em Marabá, a proximidade de aquíferos aluvionares torna estes ensaios imprescindíveis para qualquer estrutura de retenção de água ou rejeitos. Mais info.
