A NBR 15935:2011 orienta os ensaios de prospecção geoelétrica. Em Marabá, essa norma ganha peso redobrado. A cidade avança sobre a confluência dos rios Tocantins e Itacaiúnas, com um subsolo que alterna pacotes de areia, cascalho e camadas de argila laterítica. Quem constrói na Nova Marabá ou no núcleo da Velha Marabá precisa de um modelo de resistividade que mostre o que está abaixo da linha d'água antes de qualquer fundação. A variação sazonal do lençol freático — que sobe mais de 6 metros entre a seca e a cheia — altera completamente a condutividade do terreno. Um ensaio de permeabilidade in situ ajuda a calibrar esses contrastes. Sem esse dado, o risco de subestimar uma zona saturada é alto. A SEV entrega perfis geoelétricos com profundidade de investigação ajustável, permitindo visualizar horizontes de baixa resistividade associados a argilas moles ou água subterrânea.
A resistividade em Marabá não é só um número: é a diferença entre cravar estaca em seixo seco ou em argila mole saturada.
Metodologia e escopo
Considerações locais
O contraste entre a estação seca e a cheia em Marabá é brutal. A pluviosidade média ultrapassa 1.800 mm/ano concentrados entre novembro e abril. Um perfil de resistividade feito em agosto mostra um terreno aparentemente estável. O mesmo perfil em fevereiro revela zonas de saturação que viram caminho preferencial para corrente elétrica — e para recalques. Fundações superficiais apoiadas sobre essas zonas sofrem perda de capacidade de carga sazonal. Em estruturas metálicas enterradas, a baixa resistividade acelera a corrosão. Dutos, tanques e malhas de aterramento exigem um mapa de corrosividade do solo. A SEV fornece exatamente isso: uma estratificação da agressividade do terreno. Ignorar essa etapa é comum, mas o custo de uma intervenção corretiva em solo encharcado é ordens de grandeza maior que o ensaio preventivo. A estabilidade de taludes em cortes na região também se beneficia da localização de zonas saturadas antes da escavação.
Normas de referência
ABNT NBR 15935:2011 – Ensaios geoelétricos, ABNT NBR 6122:2019 – Projeto e execução de fundações, ABNT NBR 7117 – Parâmetros de corrosividade do solo
Outros serviços relacionados
Perfil de resistividade para fundações
Executamos SEVs com abertura AB/2 compatível com a profundidade da fundação. O relatório inclui modelo de camadas, recomendação de profundidade de investigação complementar e correlação com sondagens mecânicas quando disponíveis.
Mapa de corrosividade do solo
Classificamos o terreno conforme os critérios da NBR 7117. O mapa indica zonas de baixa, média e alta agressividade. Essencial para projetos de aterramento elétrico e estruturas metálicas enterradas em Marabá.
Parâmetros típicos
Dúvidas comuns
Quanto custa uma campanha de resistividade elétrica em Marabá?
O valor de uma campanha típica com 3 a 5 SEVs fica entre R$1.340 e R$2.610, dependendo da profundidade de investigação, do arranjo utilizado e da dificuldade de acesso ao terreno. Enviamos orçamento detalhado após visita técnica.
Qual a profundidade que a SEV atinge no solo de Marabá?
A profundidade de investigação é função da abertura máxima dos eletrodos de corrente (AB/2). Em Marabá, trabalhamos com AB/2 de até 200 metros, o que permite investigar aproximadamente 40 a 60 metros de profundidade, suficiente para a maioria dos projetos de fundação e obras de infraestrutura.
O ensaio funciona em terreno com laterita?
Sim. As crostas lateríticas comuns em Marabá apresentam resistividade alta. O contraste com camadas subjacentes mais condutivas é bem captado pela SEV. A presença de concreções ferruginosas não inviabiliza o ensaio, mas exige corrente de injeção adequada para vencer a resistência de contato.
Qual a diferença entre SEV e caminhamento elétrico?
A SEV investiga a variação da resistividade com a profundidade em um ponto fixo. O caminhamento investiga variações laterais ao longo de uma linha. Em Marabá, usamos a SEV para estratigrafia vertical e o caminhamento quando há suspeita de heterogeneidades laterais, como paleocanais ou contatos geológicos abruptos.
